Causou alguma estranheza a ausência de declarações de Donald Trump após as reuniões desta semana com o seu homólogo ucraniano e o primeiro-ministro israelita. Nem à imprensa nem na sua rede social, a Truth Social, onde costuma estar particularmente ativo. Desta vez nem ai nem ui, apenas um pequeno comunicado da Casa Branca a garantir que os encontros foram positivos, sem concretizar. Zelensky e Netanyahu disseram o mesmo, mas também sem se alongarem.
Os dias que se seguiram permitem levantar a ponta do véu e concluir que não correram assim tão bem para o lado ucraniano e israelita. Trump colocou um travão à produção de mísseis Patriot na Ucrânia e deixou claro que as tropas de Israel têm de sair de Gaza logo que o Hamas seja desarmando, como estabelecido num acordo entretanto celebrado entre os EUA e o movimento islâmico.
Mesmo os guerreiros ficam cansados da guerra. Parece ser o caso de Donald Trump. A solução para o conflito na Ucrânia passa por negociações, onde terá de haver cedências de parte a parte. No Médio Oriente, é altura de devolver a paz e o território ocupado aos palestinianos. Quanto ao Irão, o líder republicano já esteve mais longe de perceber que o problema não se resolve com bombas.
A que se deve a mudança de atitude de Donald Trump, não sei. Mas, desta vez, está no caminho certo. Já chega de mortos e destruição.
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