Parece inevitável: o ‘polícia do Mundo’ vai mesmo assumir o comando da Gronelândia. Falta saber comoé que Donald Trump, sempre muito imprevisível, tomará de assalto o território autónomo da Dinamarca. Não se prevê que seja a tiro ou à bomba, mas...nunca se sabe o que vai naquela cabeça. Certo é que toda a estratégia do líder republicano assenta no interesse económico – a Venezuela é um bom exemplo, enquanto o mundo democrático via o fim da ditadura, Donald Trump via barris de petróleo - e não vai desistir de conquistar a maior ilha do planeta, rica em gás natural, terras raras e, claro, também em petróleo. O envio de militares para a Gronelândia, esta semana, por parte de alguns países europeus, como a Alemanha, Suécia, França ou a Noruega, para a realização de exercícios conjuntos com tropas dinamarquesas, não tem qualquer utilidade prática, até pelo número reduzidos de efetivos envolvidos. Se é uma tentativa da Europa mostrar que está viva e que é capaz de defender a Gronelândia do perigo russo e chinês, ainda que não se vislumbre tal ameaça, é tempo perdido. Para Donald Trump, a Europa conta pouco ou nada. Um empecilho.
Sem liderança forte e proativa, a Europa ainda não percebeu que tem de mudar de vida urgentemente. Ou, pior ainda, já percebeu, mas não faz a menor ideia do que fazer. Quando souber, já é tarde.
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