Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Assim se vê a força da CGTP

02 de junho de 2026 às 00:31
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A CGTP ostracizada pelo governo na negociação da revolução laboral desejada pela ministra do Trabalho vinga-se na rua e muito contribui para o provável insucesso do pacote laboral que não passou em sede de concertação social por causa do veto da UGT e que dificilmente encontrará no parlamento uma maioria que o aprove, porque o Chega, que pode decidir a sorte desta legislação,  também é muito sensível ao protesto nas ruas. Aliás a posição de André Ventura face à revolução legislativa mudou substancialmente com a primeira greve geral contra este pacote legislativo.

A marcação da data mostra a sabedoria da CGTP. Sabe que a greve tem impacto se doer, mas também sabe que é importante dar um incentivo aos trabalhadores, além do desejo de manifestarem o seu protesto. Por isso uma grave na véspera de um feriado que calha a uma quinta-feira, com uma eventual ponte na sexta,  é uma oportunidade para um período estival de dias de férias.

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Obviamente que a greve terá impacto, particularmente nos transportes públicos, na saúde e na educação. Num País onde a taxa de sindicalização é muito baixa e num tecido empresarial predominantemente de micro, pequenas e médias empresas, a força dos sindicatos é mais notória nos serviços públicos. Mas neste assunto da revisão das leis, o governo teve alguns momentos de soberba e subestimou o real poder dos sindicatos.  

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