Paulo João Santos

Jornalista

Cartão amarelo a Montenegro

27 de maio de 2026 às 00:31
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Ao ler o relatório da Presidência sobre as zonas afetadas pelo comboio de tempestades, vem à lembrança o sketch icónico dos Gato Fedorento, onde Ricardo Araújo Pereira protesta, indignado: “falam, falam, falam e eu não os vejo a fazer nada...”. Também António José Seguro não viu nada daquilo que o Governo prometeu na altura às populações arrasadas pela intempérie, durante a visita que efetuou a várias localidades do centro do País, logo nos primeiros dias do seu mandato. O documento que o CM aqui revela, é um cartão amarelo a Luís Montenegro e aos membros do seu executivo. Basta olhar para a lista de ‘Prioridades de Ação’ para perceber a diferença entre o que se diz e o que se faz. Não que seja propriamente uma novidade, os portugueses já estão vacinados contras as promessas, mas António José Seguro não se limita a apontar o dedo, indica o caminho e exige ação, num relatório bem elaborado, bem estruturado, bem sustentado. Inatacável. Se o Governo vai seguir as orientações do Presidente ou meter o documento na gaveta, a seu tempo se saberá. Mas fica uma certeza: António José Seguro vai ser um chefe de Estado interventivo e atuante, dentro das competências que a Constituição lhe confere, não hesitando em corrigir o (des)governo sempre que se justifique, como é manifestamente o caso.  

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