Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoCrise da habitação
04 de agosto de 2026 às 00:31Os inquilinos são duplamente penalizados pelo aquecimento da inflação, porque além da redução do poder de compra que sofrem nas compras do supermercado ou quando atestam o depósito do automóvel , também por causa disso vão sofrer um agravamento maior da renda de casa. Mas a subida dos valores na atualização anual não é o grande problema do mercado da habitação. O obstáculo é o preço excessivo exigido a quem procura casa e isto acontece, particularmente nas áreas metropolitanas mais pressionadas, pela falta de alternativas. O preço das casas quase triplicou em dez anos, o que valorizou o investimento das gerações mais velhas, mas complica agora o acesso à habitação às gerações mais novas e a quem não comprou casa quando o mercado ainda o permitia.
As casas em Portugal estão muito caras, quer compradas, quer arrendadas, em relação ao valor dos salários. E esta situação exige uma resposta dos poderes públicos, quer do Estado , quer das autarquias. Só mesmo com mais oferta de habitação, quer pública, quer privada, é que se pode acalmar a pressão dos preços das casas e as famílias de classe média poderem ver os filhos com acesso a casa digna, sem esmagarem a maioria do orçamento disponível nos custos da habitação.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt