França decidiu proibir, a partir de ontem, a entrada no país do inqualificável ministro da Segurança Nacional de Israel depois da humilhação de Itamar Ben-Gvir contra cidadãos estrangeiros – incluindo dois portugueses – que integravam a flotilha de Gaza. É uma medida corajosa que contrasta com a leveza cúmplice da generalidade dos países da União Europeia contra um criminoso de quem até Benjamim Netanyahu sentiu necessidade dar um público ‘puxão de orelhas’, apesar de o primeiro-ministro de Israel e Gvir serem faces diferentes da mesma moeda. Netanyahu, e não Ben-Gvir, é o responsável pela “monstruosa, desumana e vergonhosa”, como lhe chamou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, detenção em águas internacionais da flotilha e da transferência, sob detenção ilegal, dos seus membros para Israel. A crítica hipócrita de Netanyahu contra Ben-Gvir que, recorde-se, se filmou sem pudor a humilhar cidadãos indefesos, amarrados e atirados ao chão, destina-se apenas a um jogo do faz de conta com o qual o primeiro-ministro israelita vai mantendo o seu poder com o apoio de Ben-Gvir no Knesset. É legítima a indignação contra estas violação grosseira do direito internacional. Mas é importante recordar que se trata, apenas, de mais um caso dos muitos que têm transformado Israel num Estado pária sob a responsabilidade de Bezalel Smotrich, Ben Gvir e, sobretudo, Netanyahu.
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