Os Países Baixos subiram o salário mínimo para 1 931 euros. São mais 642 euros que o ordenado médio em Portugal (1289 euros) e mais 1 226 euros que o nosso salário mínimo (705 euros).
Estamos a anos-luz destas realidades - o caso neerlandês é apenas um exemplo -, e não há sinais de convergência num futuro razoável. Não espanta que em situações de maior aperto, os portugueses sejam os primeiro a sentir a crise e a bater à porta do Estado ou de instituições de solidariedade em busca de ajuda para aconchegar o estômago.
O aumento absurdo dos bens de primeira necessidade, como a alimentação e a energia, antecipam tempos de grandes dificuldades para uma larga fatia da população. Casas geladas, quando o termómetro baixar para os valores normais da época; ementa sem carne nem peixe; consultas médicas adiadas; menos idas à farmácia.
Percebeu-se, no dia da apresentação das medidas contra a crise inflacionista, que o depósito de 125 euros, mais 50 euros por cada filho e o dá-e-tira das pensões serão claramente insuficientes para responder a esta escalada dos preços. Esperemos que o Orçamento do Estado para 2023 traga medidas a sério.
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