As imagens que nos chegam do terramoto do Diabo onde Deus faz milagres, devem fazer-nos refletir sobre como preparar-nos para eventos daquela dimensão.
É difícil imaginar um grau de inoperância tão grande do Estado. Parece que acordaram em Marte, sem a menor ideia do que fazer. Veem-se voluntários a ajudar e os soldados a olhar e a atrapalhar; veem-se bandos de saqueadores; polícias detidos por roubar dinheiro; vê-se gente a dormir na rua, dias após a catástrofe; veem-se corpos sem vida espalhados por toda a parte; ouvem-se famílias a queixarem-se de lhes estarem a ser cobrados 450 dólares por cadáver! Vale a ajuda internacional e o espírito de solidariedade do povo venezuelano.
Em Portugal seria diferente, mas o comboio de tempestades do início do ano, que está a anos-luz do que aconteceu na Venezuela, revela que os trabalhos de casa estão longe de concluídos. A eletricidade demorou imenso a ser reposta em todos os locais afetados; as comunicações idem aspas; o apoio às vítimas chega a conta gotas, quando chega; constatou-se que nem sequer há um fundo de catástrofes.
Das muitas opiniões que fomos ouvindo, houve uma que deveria ser suficiente para fazer soar os alarmes. Perguntou o entrevistador: e se um sismo como este ocorresse no nosso País? Ao que o entrevistado respondeu: a questão não é “se fosse”, porque vai ser. Só não sabemos é quando.
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