Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Hiroxima, nunca mais!

07 de agosto de 2025 às 00:31
Partilhar

A bomba lançada sobre Hiroxima há 80 anos marcou um capitulo da história da humanidade. Graças ao desenvolvimento cientifico e tecnológico os seres humanos conseguiram desenvolver armas de destruição maciça que  ameaçam toda a vida na terra. Era suposto que as tragédias que se abateram sobre as populações de Hiroxima e a 9 de agosto em Nagasaki servissem de lição para o futuro. Mas o clube nuclear aumentou, aos Estados Unidos, juntou-se a União Soviética (arsenal agora russo) ,  França, Reino Unido, China , Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. E agora o Irão faz tudo para se juntar a esse clube. Além da proliferação nuclear a corrida às armas  que parece fazer escola na União Europeia é mais um motivo de risco para uma nova catástrofe.

O mundo está perigoso e o ocidente já tem uma elite que não viveu, nem tem memória dos horrores da guerra. A invasão russa da Ucrânia credibilizou uma narrativa do perigo que vem de Moscovo e alimenta a escalada militarista. Na Alemanha o poder político olha para a nova corrida ás armas como a salvação económica que pode fazer esquecer a crise da indústria automóvel. Mas 80 anos depois das tragédias que envergonham o mundo, ver a Alemanha a investir forte em armas é um sinal que novas tragédias se podem repetir no futuro. A paz  é cada vez mais uma quimera, mas em memória das vítimas das bombas atómicas é importante gritar: Hiroxima, nunca mais!

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar