Hoje é dia de greve e o protesto dos cidadãos ultrapassa a rejeição face à revolução das leis laborais que o governo quer implementar. A guerra no médio oriente agravou a insatisfação dos portugueses . O gasóleo e a gasolina dispararam e o executivo pouco fez para o evitar. Usou alguma margem no ISP, mas pouco significativa. Como se nota, o impacto dos combustíveis afetou os produtos nos supermercados, tirando ainda mais poder de compra às famílias. Por outro lado, num dos países onde as casas são mais caras face ao rendimento , há um agravamento de juros na prestação mensal do crédito à habitação, que veio para ficar, até porque este mês o BCE vai decidir aumentar as taxas diretoras. O ano não estava a começar mal, havia dinamismo e a procura das famílias ajudava a economia, mas o comboio de tempestades e a guerra prejudicaram-nos a todos e um ano depois de voltar a merecer a confiança dos portugueses, o governo está mais enfraquecido com ataques internos de Passos Coelho e avisos sérios de Belém. Não é tempo de crise política, mas se a onda inflacionista não for travada e a economia não voltar a um crescimento mais notório, este governo vai ter de enfrentar problemas muito maiores do que a aprovação de um pacote laboral que ao entrar no parlamento já está quase morto.
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