Transformar o debate sobre a imigração num duelo entre esquerda e direita é meio caminho andado para não se resolver um problema muito sério e que vai levar anos a corrigir. Portugal não estava preparado para receber tanta gente em tão pouco tempo e as consequências estão à vista de todos, em setores vitais como a saúde, a habitação, a segurança.
Aqui chegados, o primeiro passo é travar este fluxo, para não agravar ainda mais a situação. O segundo, é resolver as dificuldades criadas pela política inconsciente de portas abertas. A partir daqui, há que estabelecer critérios realistas, que vão de encontro às necessidades do País e que proporcionem condições de vida dignas a quem nos procura. Entrar noutro tipo de discussão, de cariz ideológico, é não sair do ponto onde estamos.
O Governo, pressionado pelo Chega e pelas novas diretrizes da União Europeia, que fez marcha-atrás nas políticas de imigração, dá indicações de estar no bom caminho. Ainda bem. Mas é preciso andar depressa e sem hesitações. Para bem dos portugueses e dos imigrantes.
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