Independentemente das opções e convicções religiosas de cada um, é um facto indesmentível que Fátima se tornou num local religioso de referência a nível mundial. E desde Paulo VI, todos os Sumos Pontífices se tornaram peregrinos do Santuário português.
O único que não veio enquanto bispo de Roma, mas tinha estado como cardeal, foi João Paulo I, que teve um pontificado demasiado curto para cumprir a peregrinação.
Foi, sem dúvida, João Paulo II, oriundo da Polónia, um país católico que à semelhança de Portugal tem um forte culto mariano, que tornou ainda mais universal a devoção à Senhora de Fátima.
Até Bento XVI, grande teólogo e homem de formação mais racionalista, ficou emocionado com a espiritualidade vivida na Cova da Iria.
Francisco segue esta já longa tradição de papas peregrinos e consolida, no Centenário das Aparições, o lugar ímpar de Fátima entre os santuários mundiais.
Mas Fátima, Altar do Mundo, é acima de tudo obra do povo português. Povo simples que acredita e que impôs a devoção mariana dos videntes de Fátima à hierarquia católica. E a Igreja teve a sabedoria de dar este cunho universalista, que faz parte do melhor do espírito português.
Por isso, Fátima é um local de culto que ultrapassa até a própria Igreja Católica, com uma mensagem de paz e esperança, cada vez mais necessárias no Mundo, mesmo para quem não acredita em milagres.
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