Diz o provérbio que não há duas sem três. Esperemos que se engane. Já foram cometidos dois erros grosseiros, imperdoáveis, nesta guerra sem fim à vista, o terceiro podia conduzir-nos a uma situação “nunca vista”, como alerta o BCE e o FMI. Depois do bombardeamento que matou mais de 150 crianças numa escola iraniana e do ataque à maior instalação de gás natural do Mundo, Donald Trump admite agora tomar de assalto a ilha de Kharg, o coração do petróleo iraniano, como forma de libertar o estreito de Ormuz. Não se sabe como, mas só a ideia é assustadora. O estreito, com cerca de 30 quilómetros de largura e por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, é a arma mais poderosa do teatro de operações e, neste momento, está nas mãos de Teerão. Não se sabe se está minado nem o arsenal que o Irão tem disponível para o defender, mas qualquer tentativa de tomar a ilha de Kharg pode desencadear um conflito de proporções inimagináveis. É combater o fogo com gasolina.
Fracassada a tentativa de envolver outras nações no conflito do Médio Oriente e, inclusive, a própria NATO, Trump parece disposto a subir a parada. E, vindo de quem vem, há que temer o pior. Resta desejar que alguém com bom senso faça entender ao Presidente dos Estados Unidos que a solução para acabar com a guerra passa pela mesa de negociações. E convém que deixem alguém vivo com capacidade para negociar.
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