Paulo João Santos

Jornalista

O ataque aos guarda-sóis

03 de julho de 2026 às 00:31
Partilhar

As férias estão aí e os portugueses continuam sem saber onde podem colocar os guarda-sóis. Diz a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que podem estar à frente das concessões. Mas quem o faz, como aconteceu no passado fim de semana em duas praias algarvias, pelo menos, é confrontado pela Polícia Marítima e tem de abandonar o local. Até parece que a polícia não tem mais nada que fazer, senão andar atrás de guarda-sóis. Se não tem, então é melhor extingui-la.

Imagens enviadas ao CM mostram o ridículo da situação: num areal praticamente deserto, veem-se três ou quatro guarda-sóis em frente a uma zona de concessão, mas bastante afastados, talvez até mais perto da água que da área concessionada, e dois agentes da Polícia Marítima a obrigá-los a sair dali. Famílias com crianças. Deprimente. Aquelas pessoas não estavam a prejudicar ninguém, apenas gozar a tranquilidade de um dia de praia. Gente de bem, que evitou a confusão, mas ficou confusa. A APA diz que a praia é de todos, que podemos ocupar aquele espaço e depois vem a Polícia Marítima e somos corridos? Há aqui qualquer coisa que não bate certo.

Pub

Pois não, não bate. Seria útil que o Governo viesse a público esclarecer o assunto. Se a lei é dúbia, que faça outra. Se está a ser mal interpretada, que faça um esclarecimento. É cinco metros à frente? São 10? É o que for. Simples. E se a praia não é de todos, como se tem visto, então que o assuma. O que não pode é lavar as mãos como Pilatos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar