Esqueçam os cordões sanitários, a superioridade moral da esquerda, a bolha mediática e o seu politicamente correto. Nada disso é eficaz. O Chega tem mais de 1 milhão de votos. Agora é a sério. Quem está no Governo e na oposição tem de saber falar e decidir sobre habitação, saúde, salários, pensões, segurança, imigração. Tem de saber falar e decidir sobre o combate à corrupção. Tem de se aproximar das pessoas, conhecer as suas vidas. Não pode entregá-los ao Chega. O espectro pairava desde 2019, mas poucos quiseram ver. Prevaleceu a tática. Agora, o Chega foi normalizado pelos eleitores e pela força do voto. O exercício do poder pelo Chega está mais perto do que nunca. Preparem-se. Vai, provavelmente, começar nas autarquias e se isso pode ser um pesadelo, também pode ser a vacina. O poder é afrodisíaco, mas também desgasta e faz emergir o que de pior existe na condição humana. Traz a desconfiança para dentro de casa. A rivalidade e os sentimentos mesquinhos. Mostra os podres. E nisso, o Chega é como os outros. Só nunca inalou.
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