O presidente dos EUA apareceu no 'prime time' da TV
norte-americana (era madrugada de ontem em Portugal) para ressuscitar aquela
que parece ser a obstinação patológica mais grave do republicano: a detração,
segundo a qual, o antigo presidente democrata, Joe Biden, teria vencido as
eleições de 2020 de forma fraudulenta. Não se pense que voltar a esta obsessão,
seis anos depois, quando os americanos pagam a gasolina a preços nunca tão
elevados e os EUA estão atolados num conflito no golfo pérsico, do qual
continuam sem saber como sair, é um acaso. Trump sabe que está em queda livre
nos índices de popularidade e que isso pode ser fatal para ele e para o partido
republicano em ano de eleições de meio termo, em novembro. Por isso, o
presidente que manifesta um claro conflito com a verdade, desclassificou
documentos a uma velocidade que tanto agradaria aos muitos que exigem igual
abertura de ficheiros no caso Epstein.
Desta vez, o republicano acusa a China de ter conseguido à
margem da lei os registos de mais de 200 mil eleitores, ilegalidade que teria
dado a vitória a Biden pela margem de sete milhões de votos, uma espinha que
continua encravada na garganta de Trump.
No presidente dos EUA, nem tudo o que parece é, mas, desta vez,
Trump aparenta estar disponível para impedir por todos os meios a vitória em
novembro que parece estar cada vez mais ao alcance dos democratas.
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