Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO novo signo do PS
23 de julho de 2025 às 00:31As sondagens sobre eleições legislativas a um tempo tão distante de um possível ato eleitoral não passam de curiosidade sociológica. O PS recupera, o que pode ser algum efeito no novo signo de Carneiro na liderança socialista. Apesar disso, o político de Baião não vai ter vida fácil. Em outubro haverá autárquicas, onde o PS tem uma posição a defender. Provavelmente se não tivesse sido o erro crasso de Pedro Nuno, os socialistas tinham tudo para fazer um resultado histórico nas eleições locais e apertar o governo da AD. Agora com um parlamento como maioria à direita, o PS torna-se, pela primeira vez na história deste regime constitucional, menos relevante, uma vez que já podem passar diplomas fundamentais para o regime sem a sua anuência. E o desgaste eleitoral socialista pode significar em outubro a perda ou não conquista de alguns municípios e a não eleição de centenas de vereadores, face ao cenário de um governo fragilizado, se não tivesse havido eleições legislativas este ano. A precipitação em política paga-se de forma muito cara. Carneiro é um político paciente e provavelmente das escolhas disponíveis a melhor para conduzir o PS neste caminho de pedras. Mas esta unanimidade no PS sobre o líder é ilusória, como se vê na escolha para o candidato presidencial. E como já aconteceu no com António José Seguro, quando for possível o cheiro a poder no País, haverá concorrência no Largo do Rato. E Centeno , se perder o emprego no Banco de Portugal, é a principal ameaça a prazo, quer para o lugar de Carneiro, quer para o lugar agora ocupado por Luís Montenegro.
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