Paulo João Santos

Jornalista

O protesto mais temido

31 de julho de 2023 às 00:31
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Imagino que as manifestações que se anunciam para a Jornada Mundial da Juventude sejam colocadas a ‘quilómetros’ de distância dos vários locais onde o Santo Padre marcará presença, seguindo o exemplo da Câmara de Lisboa, que teve o cuidado de afastar do caminho do Papa os pobres sem-abrigo da Almirante Reis. Não se sabe ao certo quem vai aproveitar o mediatismo do evento para reivindicar direitos e melhores condições de vida, o que é natural, cada um luta com as armas que tem e há que tirar partido dos momentos de maior visibilidade, mesmo que tudo fique na mesma. Mas é um direito e há que respeitá-lo, desde que os protestos decorram dentro das regras democráticas e não perturbem a tranquilidade de quem quer estar em paz consigo, com os outros, com Deus. É possível que apareçam alguns movimentos mais radicais a tentar desestabilizar, mas acredito que as autoridades saberão dar conta do recado.

Embora não esteja anunciada qualquer concentração nesse sentido, há que admitir a possibilidade de também as vítimas de abusos sexuais na Igreja fazerem sentir a sua presença, como aconteceu noutras visitas de Francisco, estando ainda na memória os momentos difíceis que o Papa viveu no Chile, em 2018. Mas este caso é completamente diferente. Se assim acontecer, espera-se, no mínimo, que haja bom senso e compreensão para quem carrega tão pesada cruz.

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