Segundo o INE, 94,5% das famílias com crianças até aos 15 anos têm internet em casa. Faltam 5,5%.
É com estas crianças que Governo, escolas, autarquias e distribuidores de rede devem preocupar-se no regresso às aulas. A opção pela telescola visa garantir a igualdade. Mas a ligação aos docentes, através da net, cava o fosso que separa as crianças mais pobres de todas as outras.
É inaceitável que os miúdos sem net sintam esse facto – ditado pelo meio em que nasceram – como um anátema, que lhes quebra a possibilidade de competir pelos lugares ao sol. É essencial cumprir o princípio da igualdade de oportunidades. É imperativo não deixar sequer uma criança para trás.
É também uma grave violação do princípio da igualdade que vemos na foto - ontem, no CM - de uma carruagem da CP, na Linha de Sintra.
O número de utentes tornava impossível cumprir os requisitos de distância entre humanos. Todas as pessoas têm o direito a tentar escapar ao vírus. Não é mesmo um dever?
No ensino e na saúde, os mais pobres não devem ser condenados à cave de um País com o elevador avariado.
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