Paulo João Santos

Jornalista

Pais e alunos pedem tréguas

22 de fevereiro de 2023 às 00:32
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As reuniões entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores, que serão retomadas esta semana, são perda de tempo. O Governo tem pouco para oferecer e as estruturas representativas da classe docente não estão para cedências, entretidas, também elas, numa luta para ver quem leva a melhor, se Nogueira ou Pestana. O STOP ganhou a dianteira da contestação e a Fenprof está com dificuldade em aceitar esta nova realidade.

O primeiro passo para que as negociações avancem é ambos os lados aceitarem que ‘Roma e Pavia não se fizeram num dia’. O Ministério da Educação não pode passar o tempo a empurrar os problemas com a barriga e os sindicatos têm de perceber que a satisfação das reivindicações é uma maratona, não uma prova de cem metros. Exigir tudo é arriscar uma mão-cheia de nada. Sem baixarem a guarda, Governo e professores nunca chegarão a um entendimento, por mais limitado que seja.

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Mas, acima de tudo, uns e outros têm de começar a pensar mais nos alunos, nos pais, nos encarregados de educação. A situação não é sustentável por mais tempo. Se ministério e sindicatos não se entendem, façam uma trégua, até voltarem a sentar-se à mesa com novas propostas e novas ideias. Não é justo prejudicar mais quem quer e precisa de aprender.

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