Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoPolítica paroquial
14 de janeiro de 2025 às 00:31
Os dados de natalidade apontam para uma queda dos nascimentos em 2024. Apesar de a imigração estar a dar um contributo positivo para os nascimentos, há cada vez menos crianças nascidas em Portugal. E há três distritos (Bragança, Guarda e Portalegre) onde o número de nascimentos nem chega a 600 bebés por ano.
Isto significa que há muitas localidades que correm sérios riscos a curto prazo. Sem crianças suficientes, vão fechar mais escolas. A tendência demográfica irá colocar em causa a sustentabilidade de muitos concelhos.
São questões importantes e sensíveis que deveriam estar a ser estudadas, mas os partidos e deputados parecem viver num mundo paralelo e em vez de prepararem reformas administrativas para pensar o futuro, como, por exemplo, a associação entre municípios, para melhor servirem as populações, sem as vilas e cidades perderem os estatutos históricos, a Assembleia da República opta por decidir uma medida bairrista, algo demagógica, mas que rende votos e lugares para os caciques.
A política de paróquia parece mais importante do que a boa gestão do País. Haverá foguetes nas localidades que recuperam o estatuto de freguesia autónoma e no próximo outono mais presidentes de junta serão eleitos, mas as populações não ganharão nada de substancial.
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