Poucas coisas se parecerão com um suicídio político em direto como aquilo que está a acontecer ao PP espanhol.O PP perde na frente eleitoral, onde se desgasta a favor do Vox e benefício do PSOE e Podemos. Perde na frente judicial, onde abriu também a caixa de Pandora, com uma investigação a avançar. E perdem os dois para Alberto Feijóo, líder do PP no governo da Galiza, onde ganha há quatro eleições consecutivas. A seguir com atenção, incluindo pela autofágica direita portuguesa.
A guerra entre o líder Pablo Casado e Isabel Ayuso, que obteve uma vitória estrondosa nas eleições regionais de Madrid, em 2021, é um verdadeiro manual do que um partido não deve, nem pode, fazer. Tem todos os ingredientes de uma novela mexicana. E abre uma gigantesca passadeira vermelha ao crescimento eleitoral do Vox, para lá de sossegar o desconchavado governo de Pedro Sánchez.
De uma penada, o líder do PP lançou uma granada de mão contra Ayuso, insinuando um caso de tráfico de influências, envolvendo o governo de Ayuso e um seu irmão, na compra de máscaras sanitárias. A granada, porém, parece ter rebentado nos pés de Casado, contestado no partido e em queda abrupta.
O PP perde na frente eleitoral, onde se desgasta a favor do Vox e benefício do PSOE e Podemos. Perde na frente judicial, onde abriu também a caixa de Pandora, com uma investigação a avançar. E perdem os dois para Alberto Feijóo, líder do PP no governo da Galiza, onde ganha há quatro eleições consecutivas. A seguir com atenção, incluindo pela autofágica direita portuguesa.
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