Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoPrémio do capricho
20 de agosto de 2026 às 00:31O prémio de 17% acima da cotação bolsista pago ao patrão da Zara pelo Estado português é a cereja do topo do bolo de um negócio sem coerência de 380 milhões. Quando incrédulo olhava para esta notícia, na redação uma voz sensata comentou que é o preço do capricho. E é mesmo um capricho que o primeiro-ministro decidiu e anunciou num evento partidário, sem discussão prévia para o Estado recomprar ações numa empresa que um governo da mesma origem partidária tinha privatizado com um preço muito mais barato, sem qualquer prémio.
A REN é um monopólio muito controlado pelo regulador. Aliás, através dos poderes de regulação, que decidem os investimentos a fazer e toda a política da empresa, o Estado tem mais poder do que como acionista de menos de 14% , onde tem pouco mais de metade dos direitos de voto do Estado chinês.
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