Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoPromoção eficaz
24 de abril de 2026 às 00:31Qualquer contribuinte que tenha um rendimento pouco superior ao salário mínimo já nota no acerto de contas do seu IRS que o Fisco é principal sócio do seu trabalho. E no caso das pessoas de maiores rendimentos a pressão é ainda mais notória notória. Neste país basta ultrapassar os 80 mil euros anuais de rendimento coletável para cair numa taxa marginal de 48% do IRS, acrescida com a taxa adicional de solidariedade de 2,5% para a parcela entre 80 mil e 250 mil e 5% sobre o valor que exceder os 250 mil. Por isso não é de estranhar que quem tenha rendimentos muito elevados tente manobras de planeamento fiscal agressivo para aliviar a fatura. O uso de empresas que são meros veículos para driblar o pagamento de impostos tornou-se comum. Também por isso a máquina tributária ficou mais alerta e começou a fiscalizar de forma mais eficaz as manobras das pessoas de maiores rendimentos, algumas delas famosas pela natureza da sua atividade. E o conhecimento destes processos torna-se numa campanha de publicidade muito eficaz de prevenção de fuga fiscal e quanto mais famosa for a pessoa apanhada mais impacto tem a ação coerciva do Fisco. Poucas pessoas gostarão de pagar tantos impostos, mas a verdade é que se os ricos escaparem, quem paga são os suspeitos do costume, trabalhadores por contra de outrem e pensionistas, que não têm vias de escape.
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