O caso passou-se em Lisboa, no Terreiro do Paço, e é já uma das imagens mais marcantes do mundial, que as redes sociais ampliaram à escala global. No meio de milhares de portugueses, um pequeno grupo de adeptos congoleses salta como uma mola no golo do empate frente a Portugal. Dançam, cantam, choram, emocionam-se. A respostas dos que ali estavam foi o respeito absoluto, o que tem merecido aplausos em todas as línguas.
Este episódio revela bem como é diferente o adepto quando torce pela seleção ou quando sofre pelo seu clube. O desejo de vitória é o mesmo, o coração bate na mesma, mas a forma de ver o jogo é completamente distinta. Na alegria e na tristeza. Cada um terá a sua explicação, mas talvez seja daquelas coisas que é melhor sentir que explicar.
O caso de Lisboa não é único. Em todos os jogos há adeptos das várias seleções lado a lado: há imagens de espanhóis a trocarem camisolas com cabo-verdianos; bancadas a vibrar com a ‘remada viking e a gritar 'Hoo!' como eles; gente que se arrepia ao ouvir os escoceses entoarem “Flower of Scotland”, mesmo que não entendam nada do que dizem. Mas o que se passou no Terreiro do Paço está noutro patamar e deve orgulhar-nos a todos.
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