Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Sem condições

26 de maio de 2026 às 00:31
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O velho conselho que diz que à mulher de César não basta ser séria, tem de parecer séria, deveria ser um dos pilares de quem escolhe dirigentes para entidades públicas. A ética republicana não pode transigir com gestores que permitem situações dúbias, por isso a nomeação do general Paulo Viegas Nunes para o Siresp é uma má escolha, e mancha o prestígio até agora imaculado do ministro Luís Neves, que pela seu currículo profissional na PJ tinha a imagem de pessoa com tolerância zero para esquemas como os que o ex-número dois da secretaria-geral do ministério terá alertado.  No turno do general uma empresa foi contratada pela Siresp por ajuste direto após uma alegada candidatura espontânea com um valor mensal de 8400 euros. A Inspeção-geral de Finanças considerou este contrato irregular e isto devia bastar para impedir o regresso do militar. Os contratos do diretor-técnico com a empresa da mulher são outros episódios que deveriam envergonhar qualquer responsável que permita tal grau de nepotismo com o nosso dinheiro. As denúncias de António Pombeiro são demasiado graves, o que significa que o general não tem condições para liderar o Siresp e o ministro deve explicações aos portugueses. 

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