Paulo João Santos

Jornalista

Sonhar sim, mas acordado

18 de junho de 2026 às 00:31
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O sonho comanda a vida, disse Martínez no lançamento do jogo de estreia da Seleção, inspirado na ‘Pedra Filosofal’ do poeta António Gedeão. Mas para que o sonho se realize convém acordar e estar desperto. Caso contrário, pode virar pesadelo. O risco é real e não seria a primeira vez.

É verdade que a equipa até não entrou mal. Marcou cedo, mandou na partida, tomou conta da bola. Mas cedo se percebeu a falta de velocidade, de intensidade, de objetividade, de profundidade. Com passes e passinhos, mais para o lado do que para a frente, o jogo entrou na monotonia. Sem rasgos individuais, sem mudanças de ritmo, os jogadores acabaram por adormecer. As alterações foram tardias, as opções questionáveis e o resultado foi o que foi. E se foi assim com a RD Congo, é natural que os adeptos fiquem apreensivos e desconfiados.

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Claro que nada está perdido e também não é preciso entrar em pânico. Portugal tem jogadores de qualidade suficiente para vencer qualquer adversário. O próximo é o modesto Uzbequistão. Não deve criar problemas e permite testar outras soluções, de modo a afinar a máquina. Mas não tenhamos ilusões: olhando os obstáculos que se seguem e vendo a forma como algumas seleções se apresentaram, vai ser mesmo preciso estar acordado e desperto durante os 90 minutos se queremos manter o sonho vivo.

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