Fernando Alexandre é um homem perdido. A tempestade digital, que lançou o caos nos exames, roubou-lhe a lucidez e o bom senso. Falar em “rigor” quando se multiplicam os relatos de problemas de alunos sem notas ou de erros nas classificações é um exercício de humor dispensável. Dizer “cumpri a minha missão” é não ter (ou não querer ter...) a noção da gravidade do problema.
Nada disto surpreende, é certo, em alguém que passou os últimos dias a criticar os pais, por terem marcado férias; os professores, que acusou de bloquearem o processo; o ‘maldito’ software, essa entidade abstrata que dá imenso jeito para desculpar a incompetência; e, mais grave ainda, de não ter tido uma palavra para os alunos, os verdadeiros prejudicados do desnorte no ministério que tutela.
Mas a cereja no topo do bolo veio ontem. Então não é que decidiu manter a “taxa moderadora” de 25 euros a quem pedir a reapreciação do exame? Quer dizer, o ministério semeia a dúvida e depois cobra dinheiro a quem quer ter certezas. São estes princípios e estes valores que queremos transmitir às novas gerações?
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