Fará
amanhã um ano que Donald Trump tomou posse como presidente dos EUA e quem, em
janeiro de 2025, vaticinou um previsível mandato de rutura, estaria longe de
imaginar o ponto em que republicano colocaria hoje a América e o mundo. Após um
ano de políticas errantes e tarifas chantagistas, Trump é o responsável pelo
desprezo sistemático das leis internacionais para caucionar a ambição
imperialista do seu movimento MAGA (acrónimo em inglês de ‘Fazer a América
Grande de Novo’), que transformou aliados em inimigos, atacou a Venezuela para
patrocinar um golpe de estado travestido de combate ao narcotráfico, ameaça
anexar território de um Estado-membro da NATO, enquanto se mantém incapaz de
materializar a fanfarrona intenção de acabar com a guerra na Ucrânia. E, pelo
meio, deixou uma paz inacabada em Gaza.
Internamente, a obsessão
pela perseguição aos imigrantes transformou os agentes de imigração ‘ICE’ numa
milícia que mata à queima-roupa e que persegue pelo sotaque ou pela cor da
pele. A América de Trump asfixia instituições culturais, corta verbas à investigação
científica, aprisiona a imprensa livre e hostiliza as universidades.
Do próximo ano espera-se a
agudização destes cenários com o republicano a preparar estratagemas para a
recondução num novo mandato – que a constituição impede – e os seus antigos
aliados internacionais a aproximarem-se da China que se apresenta perigosamente
mais confiável que a América de Trump.
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