O Papa tem sido um leão na guerra aberta pela Administração Trump ao líder do Vaticano, repelindo com saber e eficácia os golpes baixos que os ‘polícias do Mundo’ lhe tentam aplicar. Em vão. O facto de ser norte-americano não tem inibido o bispo de Roma de criticar o dono da Casa Branca e todos aqueles que veem na guerra a resolução para todos os problemas. “O Mundo está a ser devastado por um punhado de tiranos”, lembrou ontem o Santo Padre, nos Camarões.
Não é difícil saber em quem estava a pensar. Foi mais um tiro certeiro no porta-aviões, o que não deixa de ser surpreendente. Com um início de pontificado discreto, quase envergonhado, longe dos holofotes, Robert Prevost é hoje uma voz escutada, respeitada, o rosto da mudança, o homem da paz, que usa a palavra como a arma mais eficaz. Um verdadeiro líder, de que os católicos se podem orgulhar. O grito de revolta começou com os massacres na Faixa de Gaza, mas agora, provocado por Donald Trump, não teve medo de entrar na guerra e dar o corpo às balas. O Presidente norte-americano continua a disparar para o ar, à toa. Leão XIV, com a tranquilidade de um santo, vai desmontando o discurso e as insinuações patéticas do menino malcomportado, explicando-lhe onde está errado, ensinando-o a ter maneiras, mesmo sabendo que é um caso perdido.
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