Marcelo espera reforço das relações económicas com Croácia
Presidente da República está em visita de Estado à capital croata.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, adiantou esta sexta-feira que vai receber em maio do próximo ano uma visita da sua homóloga croata, Kolinda Grabar-Kitarovic, e disse esperar um reforço das relações económicas bilaterais.
"A nossa ideia é, quando a Presidente for a Portugal, em maio do ano que vem, reunirmos os empresários dos dois países e vermos como é possível aumentar o investimento", declarou o chefe de Estado português, num encontro com estudantes de língua portuguesa, na Universidade de Zagreb.
Questionado sobre as relações económicas entre Portugal e a Croácia, Marcelo Rebelo de Sousa considerou também possível "os dois em conjunto investirem noutros países, onde se fala português, por exemplo", e acrescentou: "Eu penso que é possível haver uma atividade muito maior do que aquela que existe hoje, muito maior".
No primeiro dia da sua visita de Estado à Croácia, quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa já tinha anunciado, em conjunto com Kolinda Grabar-Kitarovic, que a Presidente croata iria realizar uma visita de Estado a Portugal em 2018, mas sem especificar em que altura do ano.
Dirigindo-se para os jovens croatas, o Presidente da República disse-lhes que um possível reforço das relações económicas bilaterais constitui "uma oportunidade para quem falar português", como eles, até porque poucos portugueses falam a língua croata: "É uma vantagem vossa. Não vão ter concorrência de portugueses a falarem croata".
Antes deste encontro na Faculdade de Humanísticas e Ciências Sociais da Universidade de Zagreb, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre dois possíveis 'impeachments', nos Estados Unidos e no Brasil, e as suas eventuais repercussões nas bolsas mundiais, e em particular nas europeias.
"É prematuro estar neste momento a especular sobre isso. São duas realidades muito diferentes, e duas realidades em processo", respondeu o chefe de Estado, considerando que nas bolsas europeias existe "um compasso de espera" pela evolução económica em termos mundiais.
"Quando saírem os próximos dados do crescimento de economias como a americana, como a japonesa, como as europeias, logo as bolsas reagirão. Portanto, eu não ligaria as duas coisas", acrescentou.
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