1400 avençados em risco
Carmona Rodrigues manifestou-se ontem “bastante preocupado” com a possibilidade de os cerca de 1400 trabalhadores da autarquia a recibos verdes ficarem no desemprego. A integração destes funcionários, garante, “estava prevista” pelo anterior executivo.
O candidato independente às eleições em Lisboa adiantou, em entrevista ao Rádio Clube Português, que “há muito tempo” que estes funcionários trabalham no município na condição de avençados e que o anterior executivo, a que presidiu, criou “um quadro privado de pessoal” pa-ra combater a precariedade de emprego, cuja vigência estava prevista para o segundo semestre deste ano. “Estava tudo preparado para abrir concurso para se admitirem essas pessoas, que ficariam numa situação nova que lhes garantia maior protecção”, disse, lembrando que esta “é mais uma consequência” da queda do executivo.
A Comissão Administrativa da Câmara garantiu ontem que esses trabalhadores a recibo verde têm emprego garantido até à posse do novo executivo, tendo os respectivos despachos sido ontem assinados. Os contratos desses trabalhadores terminavam a 30 de Junho.
A propósito de avençados, o CM publicou ontem uma notícia dando conta de que o próximo presidente da Câmara vai herdar 49 assessores. Na verdade nem todos os funcionários referidos são assessores. Muitos são apenas técnicos contratados para desempenharem funções específicas. É o caso de Marta Botelho, que tem um contrato de prestação de serviços como técnica estagiária de Engenharia Civil.
O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Fernando Negrão, considera que a sua lista é “uma equipa coesa” e com experiência autárquica. O número dois da lista, recorde-se, é Salter Cid, seguido de Margarida Saavedra, e, em quarto e quinto lugares, surgem os nomes de António Prôa e Sérgio Lipari, respectivamente. Prôa, ex-vereador, garantiu ontem ao CM que não pediu para obter um melhor lugar na lista, ao contrário do que o nosso jornal escreveu. “Bem pelo contrário”, declarou, sublinhando que falou directamente com o cabeça de lista e que teve dúvidas sobre se deveria integrar a lista. Mas fê-lo porque tem “orgulho” na obra feita pelo PSD na autarquia, independentemente do lugar. A seguir a Lipari surge Teresa Leal Coelho, Paulo Moreira, Afonso Costa, Maria Emília Cabral e António Correia de Jesus. Marina Ferreira e José Amaral Lopes estão fora da lista por opção mas apoiam o candidato.
COSTA "ENTRE OS MELHORES"
Freitas do Amaral é “apoiante pessoal” de António Costa à presidência da Câmara de Lisboa. O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros foi uma das figuras mais notadas na apresentação da Comissão de Honra do candidato socialista às intercalares que ontem decorreu na Estação do Rossio, em Lisboa. “Admiro as suas qualidades pessoais e políticas, a seriedade, a inteligência e a competência”, começou por dizer Freitas do Amaral ao CM. “Foi um dos melhores ministros da Justiça e da Administração Interna que Portugal teve desde o 25 de Abril, por isso, será obviamente um dos melhores presidentes que a Câmara de Lisboa já teve”, acrescentou. Entre a lista de 500 convidados para a Comissão de Honra de António Costa destaque para Ferro Rodrigues, Maria Elisa Domingues, Jorge Miranda, Filipe la Féria, Luís Represas e António Lobo Antunes.
TELMO CORREIA
O candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Telmo Correia, exigiu ontem que o Estado assuma os actos de “vandalismo”
que destroem o património urbanístico da cidade e que estes passem a ser considerados crimes públicos, tratados do ponto de vista penal e criminal.
RUBEN DE CARVALHO
Ruben de Carvalho, candidato da CDU às intercalares em Lisboa, atribuiu ontem responsabilidades acrescidas a Carmona Rodrigues no atraso das obras do Metro na Praça do Comércio por ter sido ministro das Obras Públicas.
JOSÉ SÁ FERNANDES
O candidato do BE a Lisboa, José Sá Fernandes, apresentou ontem a sua lista, reforçada na área do Ambiente, paritária e jovem, manifestando-se pronto para começar a “luta difícil” para chegar ao executivo municipal.
12 é o número total de candidatos à presidência da Câmara de Lisboa. São eles do PSD, PS, CDS--PP, BE, CDU, PND, PNR, MPT, MRPP, PMD e dois independentes.
8 dias de campanha eleitoral é o tempo que os candidatos nas eleições intercalares para Lisboa têm para convencer os lisboetas. O período de campanha decorre de 6 e 13 de Julho.
LISTAS
O prazo para a entrega das listas de candidatos à presidência da Câmara de Lisboa nas eleições intercalares termina na próxima segunda-feira, dia 4 de Junho.
COLIGAÇÕES
O prazo para a apresentação de coligações terminou ontem. Como estipula a lei eleitoral, estas só podiam ser registadas até ao 48.º dia antes da realização das eleições.
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