Vítor Gaspar é o mais popular
Numa altura em que se discute o reajustamento do plano ajuda externa ao País, e ultrapassado o primeiro mês de aplicação do Orçamento do Estado mais duro das últimas décadas, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, é o mais popular da equipa de Pedro Passos Coelho.
O número dois do Governo de coligação e rosto da austeridade obtém 10,4 valores no barómetro mensal CM/Aximage, realizado entre 1 e 4 de Fevereiro. Uma nota que só é comparável à de Julho, aquando da tomada de posse, e à de Dezembro, meses em que recebeu dos inquiridos a nota de 10,7 valores.
Apontado como um dos ministros mais poderosos do Governo e conhecido pelo seu discurso pausado, Gaspar tem feito a gestão das medidas mais duras de que há memória nas últimas décadas. Assim, surge à frente do número três do Governo e parceiro de coligação, Paulo Portas. O chefe da Diplomacia, que se tem distanciado, ocasionalmente, de algumas declarações do primeiro-ministro, garante 10,3 valores.
A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz (PSD), e o ministro da Segurança Social, Mota Soares (CDS), ocupam a terceira posição, com 10,2 valores.
Já o braço-direito do primeiro-ministro, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, obtém a terceira pior nota: 9,9 valores. Quem não escapa aos maus resultados é Paulo Macedo. O ministro da Saúde é o último da lista, perante tantos cortes no sector: 8,8 valores. Álvaro Santos Pereira, o homem forte da Economia, também se mantém no fim da tabela: 9,3 valores.
CONFIANÇA EM QUEDA PARA PASSOS COELHO
O primeiro-ministro está a sofrer o desgaste da austeridade. Entre Janeiro e Fevereiro, a confiança dos inquiridos em Passos Coelho para o cargo caiu 7,6 pontos percentuais, o pior valor desde Outubro de 2011. Já António José Seguro, líder do PS, sobe 3,1 pontos. Longe de destronar Passos, Seguro é o líder mais bem classificado: 10,3 valores. Passos é o último, com 8 valores. Sinal do desgaste do Governo, o pessimismo tomou conta dos portugueses, e 79,8% acreditam que o nível de vida no futuro será pior, contra 7,7%.
FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 277 a homens e 323 a mulheres; 155 no interior, 246 no litoral norte e 199 no litoral centro sul; 170 em aldeias, 220 em vilas e 210 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 4 de Fevereiro de 2012, com uma taxa de resposta de 73,8%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
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