Banif "andava a ser investigado há muito"
Diretor de informação da TVI depõe na Comissão de Inquérito.
O diretor de informação da TVI garantiu no Parlamento que a notícia da TVI, de 13 de dezembro, "surge em primeiro lugar de um caso que andava a ser investigado há muito tempo".
Segundo Sérgio Figueiredo, o interesse no banco de Jorge Tomé aprofundou-se "sobretudo a partir do momento em que o primeiro-ministro revelou, em entrevista à TVI, em outubro, que havia uma surpresa grave que estaria para rebentar".
"Na noite de domingo, 13 de dezembro, recebi contactos da minha redação dizendo que estava confirmado, através de fontes documentais, de que a resolução do Banif se iria desencadear na próxima semana", explicou o jornalista.
Sem especificar o nome dos jornalistas responsáveis pela notícia, Sérgio Figueiredo assumiu para si a responsabilidade dos conteúdos divulgados. "Foram jornalistas meus e isso torna-me o primeiro e último responsável."
Mais à frente, durante as respostas ao deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, o diretor de informação da TVI assumiu que a redação do canal de Queluz de Baixo teve acesso a uma carta do Banco de Portugal ao Ministério das Finanças, datada do dia anterior à notícia, que dava a entender que o Governo iria "avançar com a resolução". "Eu, enquanto diretor da TVI, considero que essa é uma peça fundamental para avançar com a notícia", adiantou.
Sérgio Figueiredo afirmou também que considera que o único erro que cometeu, enquanto responsável da TVI, foi "não ter interrompido a emissão". "Se de alguma coisa verdadeiramente me arrependo, (....) e se fosse um dia da semana a história teria sido diferente, foi não ter interrompido a emissão desportiva para evitar que as mensagens telegráficas do ticker induzissem em erro".
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