Jerónimo contra chantagem no Orçamento
Sanções de Bruxelas são "pérfido plano" que importa rejeitar.
O secretário-geral do Partido Comunista acredita que o Governo minoritário do PS tem de "rejeitar" o "pérfido plano" da União Europeia assente na ameaça de sanções que considera serem meras "chantagens" sobre o Orçamento do Estado para 2017.Jerónimo assume que o Governo está "aquém do que é necessário" mas promete não baixar os braços.
No discurso de encerramento da 40ª edição da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa voltou a acusar as instituições europeias de ingerência na política nacional.
As sanções "estão aí presentes, agora concentradas nas pressões e chantagem sobre o Orçamento do Estado de 2017 para tentar esmagar a esperança aberta de que é possível sermos donos dos nossos destinos, decidir de forma soberana do progresso social do nosso povo e do desenvolvimento do nosso País", disse o líder do PCP. "É exatamente por essa razão que o Governo tem de rejeitar esse pérfido plano", defendeu Jerónimo de Sousa.
Numa intervenção seguida por milhares de pessoas, o líder comunista elencou as conquistas do atual Governo (da reposição de salários ao aumento do salário mínimo) para depois traçar as metas para 2017: "luta contra a precariedade" laboral, descongelamento das carreiras na administração pública, aumento do "salário mínimo para 600 euros a partir do início do ano" e "aumento efetivo das reformas e pensões" nunca inferior a 10 euros por mês.
Jerónimo assume que o Governo está "aquém do que é necessário" mas promete não baixar os braços.
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