Passos vota contra Orçamento de 2018
PSD avisa o PS para não esperar apoio se algo correr mal na geringonça à esquerda.
O ainda líder do PSD anunciou o voto contra o Orçamento do Estado de 2018 porque "não serve do ponto de vista estratégico o interesse coletivo e não está orientado para o futuro".
Com o PSD em mudança de presidente, Passos Coelho avisou PS, PCP e BE que não estejam à espera dos sociais-democratas para "suportarem o Orçamento", se algo correr mal nas negociações à esquerda para a aprovação das contas públicas. Passos antecipa que a geringonça venha a sofrer algum desgaste na negociação do documento na especialidade.
É já certo que o PSD apresentará propostas de alteração ao Orçamento de 2018. No de 2017, os sociais-democratas apresentaram 45 alterações, mas na preparação das contas públicas de 2016 recusaram fazê-lo.
Uma das propostas do PSD será repor o anterior regime fiscal para os trabalhadores independentes. A versão do Governo já levou vários fiscalistas a alertar para o aumento do imposto pago pelos recibos verdes.
O PS já veio acusar o partido ‘laranja’ de votar contra os portugueses. A discussão do documento na generalidade ocorre amanhã e sexta-feira. Ontem, nas últimas jornadas parlamentares como líder do PSD, Passos ouviu elogios.
Já o líder parlamentar, Hugo Soares, disse que tanto Santana Lopes como Rui Rio – candidatos a líder – são melhores que António Costa.
Rio pior do que Maria Luís Albuquerque
Rio pior do que Maria Luís Albuquerque O antigo autarca do Porto e candidato à liderança do PSD reconheceu que "faria pior" do que Maria Luís Albuquerque para controlar e garantir o controlo das contas públicas. A confissão foi feita à porta fechada nas jornadas da bancada do partido. Alguns deputados confessaram ao CM terem ficado surpresos com a frase.
Rio, recorde-se, enfrentou em 2013 a então ministra das Finanças por causa da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto.
Santana: "Isto não é a guerra do Vietname"
Amanhã, o ex-provedor da Santa Casa é entrevistado na CMTV, às 20h.
SAIBA MAIS
1974
foi o ano da fundação do PPD que foi legalizado a 25 de janeiro de 1975 como Partido Popular Democrático.
Eleições diretas
As eleições diretas dentro dos partidos portugueses não têm mais de uma década de tradição. As regras dizem que só os militantes com quotas em dia podem votar para eleger o líder.
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