"Não há ligação entre o transporte ferroviário e o surto pandémico", diz Marcelo após reunião no Infarmed
Situação da pandemia de coronavírus em Portugal analisada no último ciclo com especialistas realizado no Infarmed.
O chefe de Estado, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, líderes partidários, patronais e sindicais reuniram-se esta quarta-feira pela décima vez com especialistas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa.
Nesta reunião estiveram em discussão alguns temas como a situação epidemiológica nacional e na região de Lisboa e Vale do Tejo, a monitorização da situação epidemiológica em Portugal e na União Europeia, a ação do Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da Covid-19, o tempo de internamento hospitalar ou a questão do inquérito serológico nacional.
Marcelo Rebelo de Sousa falou no final do encontro e referiu a apresentação de um estudo afirmando que, segundo as conclusões apresentadas "não há ligação entre o transporte ferroviário", nas linhas de Lisboa e Vale do Tejo, e "o surto pandémico" de coronavírus.
Marcelo começou por comparar o combate ao coronavírus em Portugal e o que é feito na Europa e referiu que, quer se olho ao número de infetados e contagiados, quer à deteção destes, "em comum há uma procupação: avançar com medidas concretas". O Presidente da República reforçou que "a orientação é, hoje, olhando aos surtos, intervir de forma localizada e específica".
A região de Lisboa e Vale do Tejo "mereceu atenção especial", explicou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando "em particular a população entre os 20-30 anos" e "acima dos 75-80 anos", avançando que "a coabitação é o fator mais importante em termos de explicação causal dos surtos" de Covid-19 agora registados, "logo seguida da convivência social, que tem vindo a ganhar importância".
No que respeita ao transporte ferroviário, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que o estudo apresentado mostra que "linhas que à partida se consideraria de risco maior" para a propagação da doença representam afinal um risco "escassíssimo" e não constituem "um fator causal determinante ou decisivo".
Sobre o estudo que dá conta de que as ligações ferroviárias da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) não estarão relacionadas com a propagação da doença, Marcelo esclareceu que "É um dado novo que foi estudado de forma quantificada".
O Presidente anunciou que o primeiro estudo serológico "estará pronto no final de julho" a que se seguirá novo estudo sobre a reposta imunitária dos portugueses à Covid-19.
"Terminamos hoje uma experiência de vários meses", disse Marcelo, anunciando o final desde ciclo de encontros entre especialistas e decisores políticos no Infarmed.
Ainda, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que entrará em curso "um novo modelo" de combate à pandemia. "As medidas necessárias têm que ser medidas de pormenor, mais específicas, medidas com melhor informação no terreno, de mais rápida e concreta decisão", defendeu o Presidente da república.
"Hoje assistimos a um exercício de transição entre modelos, assumiu, sublinhando que são importantes "mesmo em termos de prevenir uma segunda vaga, que ainda não chegou".
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