"Não há ligação entre o transporte ferroviário e o surto pandémico", diz Marcelo após reunião no Infarmed

Situação da pandemia de coronavírus em Portugal analisada no último ciclo com especialistas realizado no Infarmed.

08 de julho de 2020 às 12:58
Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Lusa
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O chefe de Estado, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, líderes partidários, patronais e sindicais reuniram-se esta quarta-feira pela décima vez com especialistas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa.

Nesta reunião estiveram em discussão alguns temas como a situação epidemiológica nacional e na região de Lisboa e Vale do Tejo, a monitorização da situação epidemiológica em Portugal e na União Europeia, a ação do Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da Covid-19, o tempo de internamento hospitalar ou a questão do inquérito serológico nacional.

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Marcelo Rebelo de Sousa falou no final do encontro e referiu a apresentação de um estudo afirmando que, segundo as conclusões apresentadas "não há ligação entre o transporte ferroviário", nas linhas de Lisboa e Vale do Tejo, e "o surto pandémico" de coronavírus. 

Marcelo começou por comparar o combate ao coronavírus em Portugal e o que é feito na Europa e referiu que, quer se olho ao número de infetados e contagiados, quer à deteção destes, "em comum há uma procupação: avançar com medidas concretas". O Presidente da República reforçou que "a orientação é, hoje, olhando aos surtos, intervir de forma localizada e específica".

A região de Lisboa e Vale do Tejo "mereceu atenção especial", explicou Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando "em particular a população entre os 20-30 anos" e "acima dos 75-80 anos", avançando que "a coabitação é o fator mais importante em termos de explicação causal dos surtos" de Covid-19 agora registados, "logo seguida da convivência social, que tem vindo a ganhar importância".

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No que respeita ao transporte ferroviário, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que o estudo apresentado mostra que "linhas que à partida se consideraria de risco maior" para a propagação da doença representam afinal um risco "escassíssimo" e não constituem "um fator causal determinante ou decisivo".

Sobre o estudo que dá conta de que as ligações ferroviárias da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) não estarão relacionadas com a propagação da doença, Marcelo esclareceu que "É um dado novo que foi estudado de forma quantificada".

O Presidente anunciou que o primeiro estudo serológico "estará pronto no final de julho" a que se seguirá novo estudo sobre a reposta imunitária dos portugueses à Covid-19.

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"Terminamos hoje uma experiência de vários meses", disse Marcelo, anunciando o final desde ciclo de encontros entre especialistas e decisores políticos no Infarmed.

Ainda, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que entrará em curso "um novo modelo" de combate à pandemia. "As medidas necessárias têm que ser medidas de pormenor, mais específicas, medidas com melhor informação no terreno, de mais rápida e concreta decisão", defendeu o Presidente da república.

"Hoje assistimos a um exercício de transição entre modelos, assumiu, sublinhando que são importantes "mesmo em termos de prevenir uma segunda vaga, que ainda não chegou".

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