Francisco Assis diz que PS é partido "profundamente moderado"

Eurodeputado diz que "não há radicalismo nenhum" no Partido Socialista.

11 de maio de 2025 às 15:06
Francisco Assis Foto: Direitos Reservados
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O eurodeputado socialista Francisco Assis afirmou, este domingo, que o PS é um "partido profundamente moderado" e onde "não há radicalismo nenhum", acusando ainda a AD de governar em função das eleições e que, por isso, não "merece ganhar".

O PS é, na sua essência, um partido profundamente moderado", afirmou Francisco Assis, que falava em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, numa ação de campanha que contou com a presença do secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos.

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"É com muito gosto que eu participo neste almoço-comício e neste momento da campanha eleitoral, num momento que me parece e parece ser a quase todos os portugueses um momento claro de viragem", salientou Francisco Assis, logo no início do seu discurso.

Depois de garantir que no PS "não há radicalismo nenhum", acusou ainda a AD de ter estado "sempre à espera de eleições" e de governar "em função das eleições".

"E quem governa em função das eleições não merece ganhar as eleições", defendeu.

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O eurodeputado socialista fez questão de se dirigir "especialmente ao eleitorado ainda indeciso" porque "eles têm uma enorme responsabilidade neste momento histórico" e concretizou que o "PS é atualmente, de forma muito clara, o partido da moderação, o partido da responsabilidade, o partido do rigor e o partido da decência", exemplificando com o programa socialista que "é sério, ambicioso, mas realista".

Lembrando o seu apoio a Pedro Nuno Santos, aquando da candidatura à liderança do PS, Francisco Assis referiu que todos "os secretários-gerais [PS] foram atacados" e que a "todos se tentou associar imagens de radicalismo".

"Não há radicalismo nenhum. As nossas propostas são a do socialismo democrático e da social-democracia europeias. As nossas propostas são as mais serenas, são as mais sérias, são as mais rigorosas, são as mais exigentes", realçou.

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Salientou ainda que este é "o partido de Mário Soares" e que "é um insulto à memória de Mário Soares que alguns agora queiram fazer crer que este PS não tem nada a ver com o PS do seu fundador".

Para o eurodeputado, neste momento a "grande ameaça extremista está à direita", considerando que "uma esmagadora maioria de direita em Portugal" poderia por em "causa alguns equilíbrios essenciais da sociedade" e que "só um PS com uma ampla votação popular, é que está em condições de garantir a perpetuação desse equilíbrio essencial".

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