Adiadas votações de propostas do PS sobre Águas de Gaia e passe para reformados

Em causa estavam propostas relativas ao processo judicial Águas Turvas, que envolve alegados casos de corrupção na Águas de Gaia e que levou a 14 detenções.

02 de junho de 2026 às 22:27
Câmara de Vila Nova de Gaia Foto: Paulo Duarte/Jornal de Negócios
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As votações das propostas do PS na Câmara de Gaia relativas à empresa municipal Águas de Gaia e ao alargamento dos critérios para beneficiar de descontos nos passes dos reformados foram adiados, disse à Lusa fonte da vereação socialista.

Em causa estavam propostas relativas ao processo judicial Águas Turvas, que envolve alegados casos de corrupção na Águas de Gaia (ADGaia) e que levou a 14 detenções (dois dos suspeitos ficaram esta terça-feira em prisão preventiva), e também o potencial alargamento dos descontos nos passes dos reformados, com passagem de um limite máximo de rendimentos de 750 euros para 1.000 euros dos beneficiários.

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Segundo a vereação do PS, a votação das propostas na reunião privada desta terça-feira foi remetida para uma próxima reunião ordinária, que está, para já, agendada para 16 de junho, sendo de caráter público.

Quanto ao processo que envolve a empresa Águas de Gaia, na segunda-feira o PS local, liderado por João Paulo Correia, propôs que a autarquia seja assistente no processo Águas Turvas, sugerindo ainda a realização de uma auditoria e criação de um Conselho de Supervisão na empresa Águas de Gaia.

"O PS defende também que a gestão da empresa deve sofrer alterações profundas, uma vez que atual estrutura não detetou nada do que já foi revelado por esta mega operação judicial, iniciada há 17 meses, decorrente de uma denúncia anónima", referem ainda os vereadores socialistas.

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O Ministério Público (MP) sustenta que os funcionários da Águas de Gaia detidos manipularam, alegadamente, dezenas de contratos para adjudicação ao mesmo empreiteiro em troca de dinheiro, eletrodomésticos, compras, jantares, férias, obras em casa e consultas médicas.

Quanto aos passes, em causa está uma proposta para subir o apoio do passe Gaia Amiga para os reformados e pensionistas com rendimentos até 1.000 euros, ao invés dos atuais 750.

Este passe é direcionado a reformados ou pensionistas residentes no concelho com mais de 65 anos e a beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI) também com 65 anos ou mais.

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A Câmara de Gaia comparticipa atualmente os aderentes ao cartão Gaia Amiga com 25 dos 30 euros do passe metropolitano da 3.ª idade, e os beneficiários de CSI têm viagens gratuitas na rede Andante municipal, segundo a informação disponível no 'site' da autarquia.

De acordo com um documento que já tinha ido à anterior reunião de Câmara, o cartão Gaia Amiga conta atualmente com "cerca de 5.000 adesões", e a dotação do programa foi alargada dos 700 mil euros iniciais para quatro milhões de euros, após um mês de avaliação.

Em dezembro do ano passado, o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, anunciou que o programa de apoio aos passes dos idosos então em vigor estava a ser reavaliado e seria retomado em 2026, levando o PS a falar num "corte" a 9.000 beneficiários.

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Depois de alguma polémica, em fevereiro a autarquia anunciou a criação do cartão Gaia Amiga, direcionado a pensionistas com mais de 65 anos e beneficiários do CSI, dando acesso aos descontos nos transportes públicos.

O cartão Gaia Amiga dá também "gratuitidade ou redução de custos em determinados serviços" e "acesso a iniciativas e vantagens disponibilizadas pelo Município ou entidades parceiras", segundo a informação disponível no 'site' da autarquia gaiense.

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