Aguiar-Branco afirma que Marcelo foi o Presidente que os portugueses precisaram

Primeira parte do discurso do presidente da Assembleia da República foi dedicada aos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa como chefe de Estado, entre 2016 e 2026.

09 de março de 2026 às 12:29
Aguiar Branco com António José Seguro e Marcelo Rebelo de Sousa na Assembleia da República Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O presidente da Assembleia da República afirmou esta segunda-feira que Marcelo Rebelo de Sousa foi o chefe de Estado que os portugueses precisaram nos últimos dez anos, mais amado pelo país real e do que pelo país político.

Esta posição foi defendida por José Pedro Aguiar-Branco na cerimónia de posse do novo Presidente da República, António José Seguro, que sucede a Marcelo Rebelo de Sousa como chefe de Estado de Portugal.

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A primeira parte do discurso do presidente da Assembleia da República foi dedicada aos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa como chefe de Estado, entre 2016 e 2026.

"Pense-se o que se pensar, com mais críticas ou menos críticas, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi o Presidente de que os portugueses precisaram, do primeiro ao último momento dos seus mandatos. Penso que posso dizer, em nome desta câmara e muito para além dela, com a emoção de uma amizade com mais de quatro décadas, e com o respeito institucional de Presidente da Assembleia da República: Muito obrigado, senhor Presidente", declarou José Pedro Aguiar-Branco.

Seguiu-se uma prolongada salva de palmas dos deputados e dos convidados da sessão solene.

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O presidente da Assembleia da República abriu a sua intervenção com uma nota de humor sobre os dois mandatos presidenciais de Marcelo Rebelo de Sousa, observando que se diz, "em tom de graça, que todos os portugueses têm uma fotografia com o Presidente da República".

"O mais curioso é que, provavelmente, é mesmo verdade. E o que é apontado por alguns como caricatura tem, na verdade, um outro significado, muito especial. É o reflexo e a consequência perfeita do tipo de relação que o Presidente Marcelo soube criar com cada um dos dez milhões de portugueses", sustentou.

Na sua intervenção, José Pedro Aguiar-Branco considerou que Marcelo Rebelo de Sousa, desde os seus tempos de comentador político, "foi mais amado pelo país real do que muitas vezes pelo país político".

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E o maior elogio que se pode fazer é que Marcelo Rebelo de Sousa foi sempre igual a si próprio. Marcelo Presidente foi igual a Marcelo comentador, que já por si era igual a Marcelo professor ou a Marcelo jornalista. Passaram-se os anos, mudaram-se os governos e as circunstâncias e Marcelo Rebelo de Sousa foi sempre Marcelo Rebelo de Sousa", advogou.

Para o presidente da Assembleia da República, o ex-chefe de Estado de Estado, caracterizou-se por uma "previsível imprevisibilidade, de uma proximidade irrepetível".

"De um afeto muito mais genuíno do que estamos, tantas vezes, dispostos a conceder. Um afeto que lhe permitiu ouvir e perceber, como poucos, o país. Às vezes, muitas vezes, antes mesmo de o país se perceber a si próprio. Poucos dedicaram tanto da sua vida à causa pública", acrescentou José Pedro Aguiar-Branco.

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O presidente da Assembleia da República abriu a sessão solene no parlamento pelas 09:00, suspendendo-a logo em seguida para receber o ex-Presidente da República, o novo Presidente da República e os convidados.

António José Seguro chegou ao Palácio de São Bento às 09:30. Quinze minutos mais tarde, pelas 09:45, chegou Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois, o presidente da Assembleia da República, "segurando o original da Constituição da República Portuguesa", anunciou que o Presidente da República eleito iria prestar "a declaração de compromisso".

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O novo Presidente levantou-se e prestou juramento sobre a Constituição da República Portuguesa. A seguir, ouviu-se uma salva de 21 tiros de artilharia naval e a Banda da Guarda Nacional Republicana, formada nos Passos Perdidos, executou o hino nacional.

António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.

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