Ameaçam com greve para aprovar 35 horas
Sindicatos marcam greve para dia 29 de janeiro.
Os sindicatos da Função Pública ameaçam avançar para uma greve nacional da Administração Central, no dia 29 de janeiro, caso o Governo não assuma amanhã, no Parlamento, o compromisso de repor as 35 horas semanais de imediato. Há quatro diplomas serão amanhã discutidos na Assembleia (PS, PCP, BE e PEV), mas o dos socialistas prevê que a entrada em vigor da redução das 40 para as 35 horas semanais na Função Pública só aconteça a partir de julho.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, da CGTP, foi a primeira a anunciar a intenção de greve. Para reforçar esta posição, a estrutura sindical entregou também na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social um abaixo-assinado, com 40 mil assinaturas, que pede o fim da duração semanal de trabalho de 40 horas na Administração Pública.
Também a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), afeta à UGT, admite juntar-se à CGTP na greve do dia 29. José Abraão, da Fesap, considera "incompreensível e inaceitável" o facto de o projeto de lei do PS só entrar em vigor a partir de julho.
O deputado do PS Tiago Barbosa Ribeiro diz que deve ser dado "tempo aos serviços para se adaptarem ao novo horário". No PCP, Rita Rato desvaloriza a questão da data. Ao CM, a deputada adianta que "o PCP compreende a necessidade de ajustar os serviços" à lei, mas defende que o diploma deve entrar em vigor "o mais brevemente possível".
Os quatro diplomas serão debatidos amanhã e votados na sexta-feira na generalidade. Os acertos deverão ser feitos na discussão na especialidade. Bloco e Verdes querem que a entrada em vigor aconteça cinco dias após a publicação. No projeto de lei apresentado, o PCP defendia os trinta dias.
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