Da ausência de medidas ficais para a habitação ao "aumento brutal do custo de vida": Ventura descrente com Orçamento
Líder do Chega pediu equilíbrio, bom-senso e ponderação ao Governo "para não acontecer o que está a acontecer em Espanha".
O presidente do Chega, André Ventura, acredita que o "Orçamento [do Estado] é mau porque não responde aos desafios dos portugueses". A posição do líder da extrema-direita foi transmitida esta quinta-feira, em entrevista à CMTV no Grande Jornal da Noite, onde Ventura não poupou nas críticas ao Governo.
O líder partidário não se mostrou indiferente à "ausência de medidas fiscais" para travar a crise da Habitação. Para o chefe da bancada do Chega, o Executivo "optou por ignorar" este tema que, segundo considera, "é uma traição a par dos combustíveis". O deputado sublinha que os portugueses pagam rendas muito altas e que o Governo além de ter rejeitado apoios diretos, rejeitou também a aprovação de deduções ficais a incluir no Orçamento. Ainda sobre a Habitação, Ventura volta ao assunto concretizando que "é preciso mais construção". "A Habitação não é só um problema português", frisa.
Ventura destacou ainda a crise dos combustíveis, um problema "inédito". "Vamos pagar mais 2,9 mil milhões de impostos no próximo Orçamento", vincou o presidente da extrema-direita, asseverando que o "aumento brutal do custo de vida" se vai fazer sentir com o Orçamento projetado para o próximo ano.
Os aumentos, na perspetiva de Ventura, estendem-se também à estrada. André Ventura destaca que o Governo não se opõe à existência de mais radares e multas de trânsito, medidas que, segundo diz, apenas servirão para "encher os cofres do Estado".
O líder do Chega pediu equilíbrio, bom-senso e ponderação ao Governo "para não acontecer o que está a acontecer em Espanha".
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