Apoio à compra de botija de gás sobe cinco euros
Ministra do Ambiente dá mais 2,5 milhões de euros ao programa e anuncia alterações para ser mais simples.
O Governo vai subir o apoio pago aos beneficiários na compra das botijas de gás de 10 euros para 15 euros, anunciou ontem a ministra do Ambiente no Parlamento. O aumento surge num quadro de agravamento dos preços do gás engarrafado, que tem atingido recordes históricos.
Maria da Graça Carvalho anunciou o reforço da dotação em 2,5 milhões euros e garantiu que o ‘Programa Botija Solidária’ vai ser redesenhado de forma a ser mais simples. Neste momento, os beneficiários da tarifa social de eletricidade, ou de alguns subsídios, como o Complemento Solidário para Idosos, têm de apresentar um conjunto de documentos nas juntas de freguesia aderentes para poderem ter acesso ao programa.
Este apoio visa minimizar o custo do gás engarrafado, que tem vindo a subir desde agosto do ano passado, numa primeira fase devido ao descongelamento da taxa de carbono, e depois, em novembro, refletindo a subida nos mercados internacionais A botija de gás butano, de 13 kg, já ultrapassou os 34 euros.
Ainda no domínio dos apoios às famílias mais carenciadas, Maria da Graça Carvalho apontou o Programa E-LAR, que será lançado este ano, para apoiar a substituição de equipamentos a gás por eletricidade, permitindo nomeadamente a troca de esquentadores por termoacumuladores.
A ministra do Ambiente aproveitou ainda a sua deslocação à Assembleia da República para anunciar a abertura, na próxima semana, do programa de incentivo à aquisição de veículos de baixas emissões. O programa vai contar com uma dotação de 13,5 milhões de euros, valor que inclui o que não foi aplicado no programa de 2024.
A contribuir para a pouca procura do programa no ano passado – depois de anos a esgotar verbas – esteve a publicação tardia do regulamento (apenas em outubro) e a exigência de abate de um automóvel para o acesso.
Cerca de 16% sem dinheiro para aquecer a casa onde vive
Cerca de 16% da população vive em agregados sem capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida, situação que afeta sobretudo os agregados em risco de pobreza e mais idosos. A informação foi divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística, recordando que em 2023 Portugal era, a par de Espanha, o país da UE com maior proporção de pessoas em pobreza energética.
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