Ascenso Simões defendeu taxa de 0,5 gr/l
A 5 Julho de 2002, o actual secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, apresentou uma declaração de voto no Parlamento sobre os projectos do PSD e do Bloco de Esquerda, a propósito da taxa de alcoolemia onde defendia que face aos “hábitos alimentares” dos portugueses se deveria manter a taxa de alcoolemia nos 0,5 gr/l.
No passado dia 2 de Abril foram publicadas, no ‘DN’, declarações de Ascenso Simões a admitir baixar a taxa de alcoolemia dos 0,5 para os 0,2 gr/l, caso o sector vitivinícola não tomasse uma posição para contrariar o número de mortos na estrada devido a excesso de álcool no sangue.
“Por se tratar de uma posição clara, de rejeição do regresso aos 0,5 gr/l propostos pelo PSD ou aos 0,2 gr/l propostos pelo BE, entendi votar contra também os dois diplomas em discussão, apesar do meu convencimento pessoal de que a taxa correcta, num país como Portugal, com os hábitos alimentares existentes, deveria ser de 0,5 gr/l”, escreveu o então deputado. Em causa estava uma proposta do PSD para manter os 0,5 gr/l como taxa máxima de alcoolemia.
Ora, o PS – que chegou a aprovar no Parlamento, no tempo de António Guterres, os 0,2 gr/l e repôs, mais tarde, por um período de dez meses os 0,5 gr/l na fase demissionária do Executivo socialista – sempre preconizou uma comissão independente para estudar o assunto. Sem êxito.
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, desautorizou, entretanto, Ascenso Simões e garantiu que o Governo não pretende baixar a taxa. Facto que levou ontem o PSD a querer ouvir Ascenso Simões.
O PS chumbou o texto. O Governo irá ao Parlamento falar de segurança rodoviária.
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