Balcão por concelho já é regra na Caixa
PCP traça linha vermelha que já foi usada pela última gestão na redução de custos.
O PCP veio alertar o Governo de que a redução dos balcões da Caixa Geral de Depósitos, após a recapitalização do banco, não pode ir além de uma agência por concelho. Mas essa regra já existe no atual quadro e resulta da missão a que a CGD, enquanto banco público, está obrigada.
Segundo apurou o CM, nunca houve pressão da Direção-Geral da Concorrência – no anterior plano de reestruturação, imposto após a injeção de capital em 2012 – para que este requisito fosse alterado. E o facto de a atual recapitalização do banco não ser considerada uma ajuda de Estado dá mais margem à futura gestão na forma como aplicará a redução de balcões. Ou seja, a Caixa não está sujeita a um plano de reestruturação, mas a um plano de negócios que visa aumentar a margem financeira do banco.
Ontem, no recinto da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa não voltou ao tema da Caixa, mas na sexta-feira à noite lembrou que "um elemento indispensável" na recapitalização é a salvaguarda dos postos de trabalho, um dossiê que, tal como o CM escreveu, o primeiro-ministro terá de gerir com pinças.
Ontem, o ex-líder do BE Francisco Louçã criticou o facto de a UE ter "arrastado durante seis meses este processo".
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