Barómetro Intercampus: Socialistas seguram liderança com AD e Chega colados

Coligação PSD/CDS encurta distância para o PS de José Luís Carneiro, que, apesar de seguir na frente, vê a direita toda junta reunir a maioria das intenções de voto.

16 de julho de 2026 às 19:35
José Luís Carneiro Foto: PAULO NOVAIS/LUSA
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O PS mantém-se na frente das intenções de voto no mais recente barómetro da Intercampus para Correio da Manhã, CMTV, ‘Negócios’ e NOW. Os socialistas lideram com 23,3%, embora a AD tenha encurtado a distância para a dianteira.

Com 20% das intenções de voto, a coligação que está no poder passa a estar em situação de empate técnico com o PS. Por uma margem diminuta, a mesma coligação (PSD/CDS) ultrapassa o Chega, que no último barómetro estava em segundo lugar, mas que agora cai para terceiro, com 19,4% das intenções de voto (ainda que, mais uma vez, se trate de um empate técnico).

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Os dados mostram que o PS, de José Luís Carneiro, é o partido mais forte entre os inquiridos com 55 e mais anos (faixa etária em que o Chega, de André Ventura, tem o seu pior resultado). Já a preferência da população mais ativa (entre os 35 e os 54 anos) recai no Chega. No eleitorado mais jovem, por sua vez, há um equilíbrio entre os três maiores partidos, com ligeira vantagem para o partido de André Ventura.

A Iniciativa Liberal continua a ocupar a quarta posição no barómetro da Intercampus, com 7,6% das intenções de voto, sendo seguida de perto pelo Livre (6,8%), que mudou recentemente um dos seus líderes, com Rui Tavares a dar lugar a Jorge Pinto. A CDU (4,1%), o PAN (2,5%) e o Bloco de Esquerda (1,8%) surgem mais abaixo.

Em face destes resultados, apesar de o PS ser a força que reúne a preferência dos inquiridos, a direita toda junta continua a ser maioritária, somando 47% das intenções de voto, contra 38,5% da esquerda (se incluirmos o PAN, de Inês Sousa Real, no bloco das esquerdas). Há, contudo, uma margem considerável de indecisos (12,3%).

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Caso a legislatura seja cumprida, só haverá eleições em 2029, no entanto estes resultados indiciam algum desgaste do Governo da AD. O caos nos exames e o aumento do custo de vida são algumas das atuais dores de cabeça para o Executivo de Luís Montenegro, que se juntam a dramas mais estruturais e já conhecidos como a crise na saúde e na habitação.

Este é também o primeiro barómetro depois do chumbo do pacote laboral do Governo, em que o Chega se uniu a toda a esquerda parlamentar para rejeitar as alterações às leis do trabalho. Foi uma derrota para a ministra do Trabalho, mas também para o primeiro-ministro e para todo o Governo, uma vez que a revisão da lei laboral foi tratada como uma reforma estrutural para melhorar a produtividade e aumentar a competitividade da economia.

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