BE defende saída de ministra da Administração Interna considerando que "está a mais" no Governo

José Manuel Pureza acredita que Maria Lúcia Amaral não esteve à altura das responsabilidades perante as tempestades que assolaram o país.

10 de fevereiro de 2026 às 13:33
José Manuel Pureza, Bloco de Esquerda Foto: Pedro Catarino
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O BE defendeu esta terça-feira a saída de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interna, considerando que "está a mais" no Governo e não esteve à altura das responsabilidades perante as tempestades que assolaram o país.

"Se Luís Montenegro aplicasse ao seu Governo as críticas que o PSD fez a governos anteriores, haveria no Conselho de Ministros mais cadeiras vazias do que cadeiras preenchidas. Está na altura de isso ser levado a sério", considerou o coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, em conferência de imprensa, na Assembleia da República.

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Depois de ter apresentado um conjunto de iniciativas legislativas que visam apoiar as populações afetadas pelas tempestades que assolaram o país, juntamente com o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, o coordenador do partido foi questionado sobre se defendia a demissão da ministra da Administração Interna, à semelhança do candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo, num artigo de opinião no jornal Público.

"A ministra da Administração Interna já não devia ser ministra da Administração Interna há muito tempo", começou por responder, considerando que "a sua inadequação àquela função tem sido patente há longo tempo".

Na opinião de José Manuel Pureza, "só a teimosia do primeiro-ministro em manter aquela pessoa no cargo tem permitido que isso aconteça com prejuízo para o país".

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"O desempenho da ministra da Administração Interna no contexto desta tempestade e dos efeitos económicos, sociais e humanos que ela teve é o culminar de todo um caminho de inadequação e de incapacidade de resposta à altura das responsabilidades. E portanto, não é de agora que nós, BE, achamos que a ministra da Administração Interna já não o devia ser", acrescentou.

Na mesma linha, o deputado Fabian Figueiredo foi questionado sobre se recebeu alguma resposta da ministra sobre a saída do país do comandante da Proteção Civil durante o temporal, ou sobre a sua participação, e do seu secretário de Estado, numa cerimónia da GNR no mesmo período.

"Nós não somos indiferentes ao silêncio e ao incómodo", respondeu.

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"Como é que a ministra da Administração Interna, na primeira vez que fala à comunicação social, diz que estava a trabalhar no seu gabinete? Porque é que mentiu? A ministra da Administração Interna não devia estar a comandar as operações? Não fazia falta no gabinete de gestão da crise, foi dispensada pelo Primeiro-Ministro? Todas as perguntas que nos ocorrem fazer só podem dar más respostas", acrescentou.

O deputado disse esperar que Maria Lúcia Amaral coloque o seu lugar à disposição ou que o primeiro-ministro a demita, e "substitua por alguém que esteja à altura da exigência da função".

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