Bloco de Esquerda pede esclarecimentos sobre intimidação à CT da Lusa por funcionário do Governo

Em causa está a denúncia feita pela Comissão de Trabalhadores da Lusa, que disse ter sido alvo de comportamentos intimidatórios por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência.

05 de maio de 2026 às 12:25
Fabian Figueiredo Foto: Filipe Amorim/ Lusa
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O Bloco de Esquerda (BE) pediu esta terça-feira esclarecimentos ao Governo sobre a intimidação da Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência, questionando se o assessor em causa reúne condições para continuar no cargo.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, pede também ao ministério que confirme a ocorrência dos factos denunciados pela CT da agência Lusa e que informe sobre as funções concretas do funcionário.

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Em causa está a denúncia feita esta segunda-feira pela Comissão de Trabalhadores da Lusa, que disse ter sido alvo de comportamentos intimidatórios por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência, após uma reunião com o ministro Leitão Amaro a 29 de abril.

O Bloco quer saber que medidas o Ministério da Presidência adotou ou pretende adotar "em face de uma conduta cuja inadequação foi expressamente reconhecida, por escrito, pelo próprio chefe de gabinete" e questiona Leitão Amaro se entende "que o assessor em causa reúne ainda as condições de idoneidade e de confiança política indispensáveis ao exercício de funções no seu gabinete".

O partido pergunta também a que notícias da Lusa se referia este funcionário que motivaram as suas acusações aos jornalista da agência.

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"Como garante o Governo, no contexto do processo em curso de definição do novo modelo de governação da agência Lusa, o pleno respeito pela liberdade e independência editorial dos jornalistas, pelo papel das comissões de trabalhadores e pela ação sindical, afastando qualquer suspeita de ingerência política?", questiona ainda o deputado bloquista.

O BE considera este episódio "particularmente preocupante por ocorrer num momento em que o Governo está a definir um novo modelo para a agência de notícias, e numa altura em que os trabalhadores têm denunciado publicamente 'riscos de ingerência política'".

Para o partido, a "liberdade e independência dos jornalistas e dos órgãos de comunicação social, bem como o respeito pelas estruturas representativas dos trabalhadores, são princípios constitucionais inalienáveis que o Governo tem o dever de salvaguardar".

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