Bloco de Esquerda pede esclarecimentos sobre intimidação à CT da Lusa por funcionário do Governo
Em causa está a denúncia feita pela Comissão de Trabalhadores da Lusa, que disse ter sido alvo de comportamentos intimidatórios por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência.
O Bloco de Esquerda (BE) pediu esta terça-feira esclarecimentos ao Governo sobre a intimidação da Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência, questionando se o assessor em causa reúne condições para continuar no cargo.
Numa pergunta dirigida ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, pede também ao ministério que confirme a ocorrência dos factos denunciados pela CT da agência Lusa e que informe sobre as funções concretas do funcionário.
Em causa está a denúncia feita esta segunda-feira pela Comissão de Trabalhadores da Lusa, que disse ter sido alvo de comportamentos intimidatórios por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência, após uma reunião com o ministro Leitão Amaro a 29 de abril.
O Bloco quer saber que medidas o Ministério da Presidência adotou ou pretende adotar "em face de uma conduta cuja inadequação foi expressamente reconhecida, por escrito, pelo próprio chefe de gabinete" e questiona Leitão Amaro se entende "que o assessor em causa reúne ainda as condições de idoneidade e de confiança política indispensáveis ao exercício de funções no seu gabinete".
O partido pergunta também a que notícias da Lusa se referia este funcionário que motivaram as suas acusações aos jornalista da agência.
"Como garante o Governo, no contexto do processo em curso de definição do novo modelo de governação da agência Lusa, o pleno respeito pela liberdade e independência editorial dos jornalistas, pelo papel das comissões de trabalhadores e pela ação sindical, afastando qualquer suspeita de ingerência política?", questiona ainda o deputado bloquista.
O BE considera este episódio "particularmente preocupante por ocorrer num momento em que o Governo está a definir um novo modelo para a agência de notícias, e numa altura em que os trabalhadores têm denunciado publicamente 'riscos de ingerência política'".
Para o partido, a "liberdade e independência dos jornalistas e dos órgãos de comunicação social, bem como o respeito pelas estruturas representativas dos trabalhadores, são princípios constitucionais inalienáveis que o Governo tem o dever de salvaguardar".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt