BE quer neutralidade carbónica até 2045 e reforçar resistência do território
Pacote de medidas foi entregue ao executivo, em São Bento, numa reunião sobre as linhas gerais do PTRR.
O BE entregou esta quarta-feira ao Governo um conjunto de medidas para acelerar a "descarbonização da economia" para atingir a neutralidade carbónica até 2045 e reforçar a resistência do território a um "novo normal" de condições climáticas severas.
Este pacote de medidas foi entregue ao executivo, em São Bento, numa reunião sobre as linhas gerais do programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR).
Em declarações aos jornalistas no final do encontro, o coordenador do BE, José Manuel Pureza, sublinhou uma "reunião muito produtiva" e explicou que o documento entregue contempla 59 medidas, organizadas em nove eixos de intervenção e que têm dois propósitos.
A aceleração da descarbonização da nossa economia, portanto, neutralidade carbónica até 2045, e por outro lado, casar esse ambicioso objetivo com o reforço das condições de resistência do território e das comunidades às condições severas que passaram a ser, desgraçadamente, o novo normal em que estamos a viver", detalhou.
O BE, explicou Pureza após a primeira reunião em São Bento com o primeiro-ministro como líder do partido, quer "contribuir de uma forma muito séria para a identificação de medidas que sejam capazes de dar resposta a esta situação e que sejam capazes de preparar o país para o que as pessoas viveram e estão a viver".
Sobre a abertura do Governo para as propostas bloquistas, Pureza disse ter havido um "acolhimento normal nestas circunstâncias", em que o executivo ainda está a auscultar as diferentes forças políticas".
"Tomáramos nós, em benefício do país, que as propostas que agora apresentamos sejam apropriadas por outras forças e até pelo próprio Governo. O que queremos é justamente que medidas como aquelas que propomos deem efetiva resposta ao país", sublinhou.
O Governo está a reunir-se com os partidos com assento parlamentar para apresentar e discutir as linhas gerais do PTRR, cuja versão final e valor global só serão aprovados no início de abril.
Do lado do Governo, participam nas reuniões o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.
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