BE pinta mural contra a violência doméstica
Porta-voz do partido diz que "é preciso parar com esta violência".
Militantes e dirigentes do Bloco de Esquerda (BE), incluindo a porta-voz deste partido, Catarina Martins, assinalaram este domingo no concelho do Seixal o Dia Internacional da Mulher com a pintura de um mural contra a violência doméstica.
Num muro junto a uma paragem de autocarro, na Rua da Cordoaria, Amora, Seixal, foi inscrita a frase "contra a violência doméstica mete a colher". Mariana Aiveca e Joana Mortágua também participaram na pintura do mural.
"No ano passado foram assassinadas 43 mulheres por violência doméstica, segundo o Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR. Estamos no concelho do país onde mais mulheres foram assassinadas e estamos a assinalar o dia 8 de março dizendo: nem mais uma", declarou Catarina Martins aos jornalistas. "Não podemos viver num país onde a violência doméstica e o assassinato de mulheres ocorre ao ritmo de uma por semana, é preciso parar com esta violência", reforçou.
15 anos de crime público
A porta-voz do BE referiu que "este é também o ano em que se comemoram quinze anos sobre a lei que transformou a violência doméstica num crime público", salientando: "Foi o primeiro projeto que o BE apresentou na Assembleia da República, e foi lei, e nós orgulhamo-nos desse percurso".
Catarina Martins ressalvou, contudo, que o BE tem consciência de "todo o percurso que está ainda por fazer" contra a violência doméstica, e considerou que há "outros indicadores que são muito preocupantes" relativos à situação das mulheres.
"Portugal foi o país que, com as políticas de austeridade, mais aumentou a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Tínhamos vindo a fazer um percurso de diminuir essa desigualdade, e agora andámos para trás. Cada mulher em Portugal trabalha mais dois anos e meio do que um homem na mesma função, no mesmo trabalho, para ganhar o mesmo. Há tanto percurso a fazer no combate à desigualdade", concluiu.
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